Suspeita de febre amarela é notificada em Criciúma

O Sistema de Informações de Agravos de Notificações – Sinan confirmou a suspeita de um caso de febre amarela em Criciúma, além de dois casos de dengue e um de febre chikungunya em municípios do Sul de Santa Catarina. Todos estão sob análise no Laboratório Central de Saúde Pública – Lacen e terão os resultados divulgados na próxima semana.

O diagnóstico suspeito de febre amarela é de um motorista que relatou ter viajado a São Paulo e Minas Gerais – estados classificados como zonas de risco pelo Ministério da Saúde, recentemente.

O homem não precisou ser internado e já se recuperou dos sintomas. Os casos de suspeita de dengue foram notificados no municípios de Urussanga e Içara, este último também possui uma suspeita de infecção de febre chikungunya.

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica afirmou que cinco casos suspeitos de febre amarela foram notificados em Santa Catarina durante as três primeiras semanas de janeiro.

Todos os casos tiveram deslocamento para áreas com transmissão fora de Santa Catarina e aguardam resultado laboratorial. Desses, dois casos evoluíram para óbito, um residente em Gaspar e o outro morador de Lajeado Grande. Ambos com histórico de viagens para o estado de São Paulo.

Novo foco do Aedes aegypti é encontrado

Técnicos do Programa Municipal de Combate à Dengue encontraram um foco do mosquito Aedes aegypti em um terreno no Bairro Jardim Maristela, nessa última semana. Com este, já são três pontos de proliferação do mosquito em Criciúma descobertos neste ano.



“A tendência é ter mais focos em fevereiro, mas como este ano está sendo de muito calor e chuvas, cria um ambiente propício para a procriação do mosquito”, afirma a médica veterinária e responsável técnica pelo setor de Zoonoses da Vigilância Epidemiológica, Natália Reche.

Todos os focos foram descobertos em armadilhas. “Isso mostra que as armadilhas estão pegando antes que a situação vire um problema”, complementa a responsável técnica.

Semanalmente, os 13 agentes de endemias monitoram 650 armadilhas espalhadas por todo o município, com distância de 200 metros de uma para outra. Além deste acompanhamento, a cada 15 dias, as equipes visitam 170 pontos-chaves de proliferação, como borracharias, ferros-velho, transportadoras e cemitérios.

Caso algum local apresente focos do mosquito, toda uma área de 300 metros ao entorno, incluindo residências, edifícios, comércios e terrenos baldios, é vistoriada para verificar se não existem novos pontos de proliferação. A população também pode contribuir por meio de denúncias pelo telefone 156.

Com informações de Gabriel Bosa / Clicatribuna

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