Desativação de 15 agências regionais acirra debates e gera confronto

Solon Soares/Agência AL
O anúncio do governador interino Eduardo Pinho Moreira de que desativará 15 agências de desenvolvimento regional (ADRs) acirrou os debates, gerando confronto entre os deputados na sessão desta quarta-feira (21).

“O MDB criou uma grandiosa estrutura de cabide de emprego, com um enorme prejuízo para a população. O governador Colombo não teve força, interesse e coragem de acabar com as secretarias regionais, transformou-as em agências e continuaram cabides de empregos, dezenas de milhões de reais jogados no lixo”, criticou Ana Paula Lima (PT).

“A deputada esqueceu de dizer que o seu partido criou mais de 100 mil cargos em Brasília e que o povo da sua região está morrendo na BR-470, para mim tinha de extinguir tudo. Até invejo a deputada Ana Paula e o esposo, eles conhecem o salão nobre e tudo porque foram os mais íntimos do presidente e da presidenta, mas gostaria de debater com o marido dela, que é homem”, declarou Roberto Salum (PRB).

Luciane Carminatti (PT) reagiu e sugeriu ao colega que pedisse desculpas à representante de Blumenau.

“Deveria pedir desculpas em público, foi a coisa mais machista, misógina que eu ouvi, não debate porque não tem competência para discutir com uma mulher”, disparou a deputada, que cobrou do governador a extinção de todas as ADRs.

Em aparte, Ana Paula desafiou Salum.


“Não preciso de homem nenhum para me defender e quem não debate comigo é porque não tem argumento. As ADRs são cabides de emprego do MDB”, reafirmou a parlamentar petista.

Dirceu Dresch (PT) expressou solidariedade à deputada Ana Paula, lamentou as palavras proferidas por Salum e defendeu a extinção das ADRs.

“Quero me solidarizar com a deputada Ana Paula e com todas as mulheres catarinenses. Com todo respeito ao deputado Salum, quero discutir ideias, não quero descer ao piso como o deputado, me orgulho de ser líder de uma bancada com duas deputadas entre cinco”, registrou Dresch, que questionou por que as ADRs não foram desativadas antes.

Mário Marcondes (MDB) e Maurício Eskudlark (PR) elogiaram a decisão do governador interino.

“A bancada do MDB era favorável a uma reestruturação das ADRs, o caminho é saber se funciona ou não, se não serve que se feche e se extinga. Não vai ter dinheiro para o Fundam, a extinção foi uma pequena demonstração do que vai ser este governo”, avisou Marcondes.

“Fomos surpreendidos com a notícia que esperávamos fosse do Raimundo Colombo do fechamento de algumas ADRs, poderia ser de todas a ADRs, mas assim me animo mais, temos sérios problemas na saúde, o Hospital Ruth Cardoso atende toda região de Balneário Camboriú e não tem nenhum convênio com o estado”, exemplificou Eskudlark.

ALESC

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