Realização de afazeres domésticos e cuidados de pessoas cresce entre os homens, mas mulheres ainda dedicam quase o dobro do tempo




Entre 2016 e 2017, o percentual de pessoas que realizavam afazeres domésticos e cuidados de pessoas cresceu de 82,7% para 86,0%, chegando a 145 milhões de pessoas. Esta taxa cresceu mais entre os homens (4,6 p.p.) do que entre as mulheres (2,0 p.p.), mas ainda mostra grande discrepância entre homens e mulheres: enquanto a taxa de realização foi de 92,6% para as mulheres, entre os homens foi de 78,7%. 

Além disso, as mulheres dedicavam a essas atividades quase o dobro do tempo, com uma média de horas semanais de 20,9 horas, enquanto para os homens a média ficou em 10,8 horas por semana.

De um ano para outro, dentre as outras formas de trabalho pesquisadas, o maior crescimento foi na taxa de realização de cuidados de pessoas, passando de 26,9% para 31,5%, um aumento de 8,3 milhões de pessoas, totalizando 53,2 milhões. Para as mulheres, essa taxa foi de 37,0% e entre os homens ficou em 25,6%.

A taxa de realização de cuidados de pessoas é quase o dobro para mulheres de 14 a 24 anos (33,6%) em relação aos homens da mesma idade (18,5%). No entanto, observou-se que os filhos homens passaram a se ocupar mais com cuidados de pessoas em 2017, com percentual passando de 12,7% a 16,2%, um crescimento de 27,6%.

A realização de afazeres domésticos também aumentou entre 2016 e 2017, passando de 81,3% para 84,4%, correspondendo a 142,4 milhões de pessoas. O aumento foi mais intenso entre os homens (4,5 p.p.) do que entre as mulheres (1,9 p.p.). 

Ainda assim, existe uma grande diferença nas taxas de realização de afazeres domésticos entre homens (76,4%) e mulheres (91,7%).

Enquanto entre as mulheres a maior taxa de realização de afazeres era observada para as cônjuges ou companheiras (97,0%), entre os homens, eram os responsáveis pelo domicílio que mais realizavam afazeres (85,0%). Destaca-se, ainda, que, para os homens, quanto maior o nível de instrução, maior a taxa de realização, saindo de 73,0% no menor nível a 83,8% no nível superior completo.

Em relação a produção para o próprio consumo, a taxa de realização aumentou de 6,3% para 7,4% entre 2016 e 2017 (12,4 milhões de pessoas), sendo maior para os homens (7,9%) do que para as mulheres (6,9%). Quanto maior o nível de instrução, menor a taxa de realização de produção para o próprio consumo, indo de 12,9% entre as pessoas sem instrução ou com fundamental incompleto a 2,7% entre as tinham o ensino superior completo.

As atividades agrícolas predominam na produção para o próprio consumo, sendo as atividades de cultivo, pesca, caça e criação de animais (76,4%) e produção de carvão, corte ou coleta de lenha, palha ou outro material (16,9%) as de maior proporção.

Entre 2016 e 2017, o percentual de pessoas que realizaram trabalho voluntário aumentou de 3,9% para 4,4%, chegando a 7,4 milhões de pessoas de 14 anos ou mais. Proporcionalmente, as mulheres fizeram mais trabalho voluntário que os homens (5,1% frente a 3,5%). 

Quanto maior o nível de instrução, maior a taxa de realização: 2,9% das pessoas sem instrução ou com ensino fundamental incompleto realizaram trabalho voluntário, já entre as pessoas com superior completo o percentual foi de 8,1%.

IBGE

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